“O Pais dos Petralhas”
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro “O Pais dos Petralhas”. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas: uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo, enorme e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor, eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
E por quê? Porque leio o seu blog todos os dias. Além de ser direto e indireto (essa balança poucos conseguem, ou conseguiam, como Bernard Levin, Koestler, Francis) ele é sanguinariamente vil quando quer. Persegue e é perseguido.
“O Pais dos Petralhas” é um “must” absoluto pelo seguinte: seja o leitor de… (ai meu saco!) ‘esquerda’ ou de ‘direita’ (termos defuntos na minha opinião, hoje, em 2008): o livro é uma compilação de posts do blog e conta uma história “trágica” (a da política nacional brasileira sob o regime xenofóbico e desastroso do PT), e engracadissimo também.
Exemplo de um post: “WEIS NÃO É UM, MAS SETE (10/12/2007)
“…Lembram-se daquela passagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas, a do “almocreve”? Weis vive implorando que eu lhe dê alguns trocados. Já fui tentado a jogar tostões em seu chapéu. Quando, no entanto, penso em sua figura diminuta, em sua constrangedora irrelevância, em sua arrogância sem lastro, em sua disposição para a serventia, em sua inclinação para lustrar os sapatos do poder – já que precisa ficar na ponta dos pés pra puxar o saco – ignoro-o. A exemplo de Brás Cubas, vou diminuindo o valor da esmola. Até que não reste nada.”
Essa passagem, tão ácida quanto quase todas, aparece na página 47.
Ou: “O marxismo é uma variante da preguiça… ” (do post Bodas Bárbaras, pág 99). “Os Discípulos de um Homem chamado Nair” ou “Estamos na Sarjeta” (pág 143)
-“Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada “O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela editora UnB e elaborado pelo núcleo de Estudos Para a Paz dos Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem para bellum, já ensinava o ditado latino. Se queres a paz, prepara a guerra”.
Pois! Reinaldo está em guerra permanente. Mas não é à toa: Seus inimigos, um governo sujo, corrompido, etc, parece estar ficando cada vez maior.
Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. Qual moral? Você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nitzscheana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
O livro é imperdível! Eu, um confesso ignorante em política brasileira, estou me tornando um mestre depois dos posts diários de Reinaldo Azevedo. Esse livro é uma grandiosa amostra do que são esses posts. Se eu pudesse, faria uma enciclopédia de TUDO que ele escreveu ou tem escrito, pois assim como numa peça de Shakespeare, cada palavra um significado e um labirinto, cada labirinto, três séculos de significados. Reinaldo Azevedo é, sem duvida, o mais brilhante cronista político brasileiro. “O Pais dos Petralhas” é uma amostra compilada dessa mais que perfeita perfeição.
Gerald Thomas
September 21, 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
NÃO LI, MAS JÁ GOSTEI!!!!!
Eu tenho uma tese de que se PAULO FRANCIS fosse vivo, Lula não teria emplacado o 2º governo. Ainda bem que DIOGO MAINARDI e REINALDO AZEVEDO não deixam a peteca cair. O Tio Rei, que tem por ofício atazanar o PT, por exemplo, está lançando um livro chamado O PAÍS DOS PETRALHAS (Record; 337 páginas; R$38,00), com o melhor dos seus comentários postados no seu blog da revista VEJA.
É evidente que não concordo com tudo o que o jornalista escreve, mas adoro seu estilo corajoso e suas verdades a respeito da maneira que Lula e seus asseclas dirigem o país.
Como AINDA não li o livro, publico a seguir o comentário de GERALD THOMAS (outro de meus rebeldes preferidos) sobre O PAÍS DOS PETRALHAS.
Divirtam-se!
É evidente que não concordo com tudo o que o jornalista escreve, mas adoro seu estilo corajoso e suas verdades a respeito da maneira que Lula e seus asseclas dirigem o país.
Como AINDA não li o livro, publico a seguir o comentário de GERALD THOMAS (outro de meus rebeldes preferidos) sobre O PAÍS DOS PETRALHAS.
Divirtam-se!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
JÁ LI E RECOMENDO
A farra acabou e Wall Street está falindo. Devo gritar a plenos pulmões "VIVA", ou me esconder debaixo da cama a espera do pior? Não importa. A era Bush está no fim. Mais algumas semanas e o mundo será outro. Por isso, nada como um bom livro para nos deixar otimistas no aguardo do que vem por aí.
Estou me referindo a ALBATROZ, o encontro das tribos na Califórnia dos anos 60, de JOEL MACEDO, jornalista que participou da imprensa alternativa e VIAJOU por todo o mundo. ALBATROZ é um mergulho ficcional no fim do SONHO, onde ainda era possível viver de esperança por um mundo novo e melhor. De maneira limpa, de fácil leitura, ALBATROZ nos transporta pelas estradas, veias, que viram passar personagens fundamentais da cultura hippie, do PACIFISMO.
O que JOEL nos relata é a antevisão da busca por um possível PARAÍSO, a possibilidade de viver de uma maneira diferente, acima ou além das convenções, mas MUITO perto de DEUS.
ALBATROZ é recomendado para todos aqueles que, mesmo com o passar dos anos, continuam INQUIETOS e que, nas noites de verão, SEMPRE acham um tempo para olhar as ESTRÊLAS.
EXPERIMENTE!
Contatos para aquisição: joel.albatroz@hotmail.com
Estou me referindo a ALBATROZ, o encontro das tribos na Califórnia dos anos 60, de JOEL MACEDO, jornalista que participou da imprensa alternativa e VIAJOU por todo o mundo. ALBATROZ é um mergulho ficcional no fim do SONHO, onde ainda era possível viver de esperança por um mundo novo e melhor. De maneira limpa, de fácil leitura, ALBATROZ nos transporta pelas estradas, veias, que viram passar personagens fundamentais da cultura hippie, do PACIFISMO.
O que JOEL nos relata é a antevisão da busca por um possível PARAÍSO, a possibilidade de viver de uma maneira diferente, acima ou além das convenções, mas MUITO perto de DEUS.
ALBATROZ é recomendado para todos aqueles que, mesmo com o passar dos anos, continuam INQUIETOS e que, nas noites de verão, SEMPRE acham um tempo para olhar as ESTRÊLAS.
EXPERIMENTE!
Contatos para aquisição: joel.albatroz@hotmail.com
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
OPINIÃO PESSOAL
Nem sei direito por onde começar, mas tenho certeza que este é o momento de, todos, deixarmos o egoísmo de lado e fazermos algo para honrar a memória das vítimas do acidente que enlutou nossa cidade. Somos ums comunidade pequena, onde todos nos conhecemos e qualquer perda nos abala e entristece.
É preciso iniciar, agora, já, imediatamente, uma campanha de arrecadação de fundos que, capitaneada pela Prefeitura Municipal, reuna a sociedade civil (clubes de serviço, sindicatos, Câmara Júnior, etc) em prol do aparelhamento de nosso HOSPITAL. Não tenho idéia do preço, por exemplo, de um APARELHO DE HEMODIÁLISE, mas nada que não possamos adquirir com o esforço mútuo.
Os empresários da área rural, fazendeiros, orizicultores, desde que sintam que o empreendimento é sério, não se furtarão em ajudar, bem como, profissionais liberais, funcionários públicos, comerciantes e demais cidadãos. Todos reunidos em prol do bem comum.
O poder público pode iniciar esta luta imediatamente e a próxima gestão, conduzida pelo mesmo ou por qualquer outro dos três, saberá concluí-la apoiada nos alicerces da nossa comunidade.
Neste momento difícil, de muita dor, não pode nos faltar o que sempre tivemos em demasia: FÉ e CORAGEM.
É preciso iniciar, agora, já, imediatamente, uma campanha de arrecadação de fundos que, capitaneada pela Prefeitura Municipal, reuna a sociedade civil (clubes de serviço, sindicatos, Câmara Júnior, etc) em prol do aparelhamento de nosso HOSPITAL. Não tenho idéia do preço, por exemplo, de um APARELHO DE HEMODIÁLISE, mas nada que não possamos adquirir com o esforço mútuo.
Os empresários da área rural, fazendeiros, orizicultores, desde que sintam que o empreendimento é sério, não se furtarão em ajudar, bem como, profissionais liberais, funcionários públicos, comerciantes e demais cidadãos. Todos reunidos em prol do bem comum.
O poder público pode iniciar esta luta imediatamente e a próxima gestão, conduzida pelo mesmo ou por qualquer outro dos três, saberá concluí-la apoiada nos alicerces da nossa comunidade.
Neste momento difícil, de muita dor, não pode nos faltar o que sempre tivemos em demasia: FÉ e CORAGEM.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Acabei de ser informado do terrível acidente ocorrido hoje pela madrugada com um micro-ônibus que transladava pacientes locais para a cidade de Pelotas.
Neste momento de tristeza e luto, ofereço minha solidariedade aos feridos e profundo pesar às famílias das vítimas. Um povo ordeiro e trabalhador como o nosso não merece passar por tal tragédia.
Neste momento de tristeza e luto, ofereço minha solidariedade aos feridos e profundo pesar às famílias das vítimas. Um povo ordeiro e trabalhador como o nosso não merece passar por tal tragédia.
COISA DE NOVO RICO
A quantidade de foguetes que tem espoucado na cidade só tem paralelo com PEQUIM.
Socialismo é isso aí.
Socialismo é isso aí.
ELISA ARRASA NO DEBATE
A candidata do PMDB a prefeitura de Santa Vitória do Palamar mostrou, ontem a noite, no debate radiofônico que está preparada para governar a sua cidade.
ELISA demonstrou conhecimento de questões técnicas e públicas, sendo firme e insisiva quando necessário. Suas palavras fortes souberam cativar os ouvintes, deixando que a emoção aflorasse no final, para demonstrar que é uma candidata diferente e melhor. A segurança e, principalmente, a convicção de suas palavras, fizeram falta aos outros candidatos.
Com a máxima certeza, ELISA soube conquistar seu espaço na noite de ontem.
E muitos votos também.
ELISA demonstrou conhecimento de questões técnicas e públicas, sendo firme e insisiva quando necessário. Suas palavras fortes souberam cativar os ouvintes, deixando que a emoção aflorasse no final, para demonstrar que é uma candidata diferente e melhor. A segurança e, principalmente, a convicção de suas palavras, fizeram falta aos outros candidatos.
Com a máxima certeza, ELISA soube conquistar seu espaço na noite de ontem.
E muitos votos também.
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