Ontem fomos assistir a cantora MARIANA DE MORAES, neta do poeta. Bonita, extremamente tímida, competente como cantora, MARIANA fez um show repleto de sucessos com letras de VINICIUS, aliado a vários compositores, com destaque, é claro, para TOM JOBIM e BADEN POWELL.
MARIANA também leu poesias de PAULO NEVES (gaúcho?) e lembrou algumas histórias do seu famoso avô. O que me fez lembrar de uma que era contada pelo imortal SÉRGIO PORTO, criador do personagem STANISLAW PONTE PRETA e do FESTIVAL DE BESTEIRA QUE ASSOLA O PAÍS (FEBEAPÁ), com inúmeras bobagens ditas por políticos brasileiros. Hoje em dia o jornalista já teria uma enciclopédia.
Bem, mas vamos lá, SÉRGIO, em tom de deboche, dizia que VINICÍUS DE MORAES era mais de uma pessoa, pois se fosse uma só, seu nome deveria ser VINÍCIO DE MORAL. E dizia que essa certeza ele havia adquirido algum tempo antes. Pois, conforme lembrava, estavam os dois bebendo e conversando num bar da praia de IPANEMA e após tomarem algumas, resolveu despedir-se do poeta, justificando que deveria pernoitar em PETRÓPOLIS para, no dia seguinte, tratar de assuntos particulares. Subiu no carro e foi embora. Duas horas depois, chegando na cidade serrana, resolveu dar uma passadinha num bar para tomar mais um chopp. Lá dentro, meia dúzia de gatos pingados e sózinho numa mesa do fundo, com o braço levantado, em tom de saudação: VINÍCIUS DE MORAES.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
O SAMBA DE RONALDINHO PARA CIMA DE DUNGA E RENAN
Antes de voltar ao SAMBA, vou terminar o assunto sobre o FUTEBOL, com o super-craque, RONALDINHO GAÚCHO.
Convalescendo de doença, ainda morando em SANTA VITÓRIA, foi necessário vir várias vezes para PORTO ALEGRE. Num domingo, fui ao OLÍMPICO, junto com a CAIO, assistir a um GRÊMIO X CAXIAS. O técnico da equipe adversária era o TITE, que nem em sonho pensava em treinar algum dia a time da Carlos Barbosa. Ao final do primeiro tempo, um zero a zero, o meu companheiro de arquibancada diz: "Poti, se entrar o RONALDINHO, irmão do ASSIS, ganhamos o jogo". Dito e feito. Resultado final: GRÊMIO 2 X 0. Dois gols do futuro super-craque, que nessa época, ainda era um menino.
Algum tempo, novamente no estádio do GRÊMIO, mais um GRENAL. Desta feita, o INTER ostentando a volta de DUNGA. Nem deu para a saída. RONALDINHO estava endiabrado. E não foi um, mas foram dois "CHAPÉUS" que o "Capitão do Tetra", levou do jogador gremista, durante a partida. Cabe ressaltar que isso não desmerece em nada o atual treinador da seleção brasileira, um atleta e cidadão excepcional. Apenas são essas coisas que fazem a magia e o encanto do FUTEBOL.
E, para terminar, mais uma historinha que presenciei em mais um GRENAL. O INTER tinha um goleiro de nome RENAN, se não estou enganado. Alto, forte, que gostava de ir para a área adversária tentar o gol de cabeça. Passou todo o jogo fazendo gestos de provocação para RONALDINHO. Tipo "aqui, não", "aqui tu não faz gol", essas coisas. Lá pelo final da partida, faltando menos que 3 ou 4 minutos, 0 x 0, uma falta da entrada da área do time visitante. RONALDINHO pede para bater e, lógico, converte a falta em gol. A torcida gremista fica louca, a festa é total e RENAN perde completamente o controle e quer ir para a área do GRÊMIO tentar o cabeceio. ZÉ MÁRIO, seu técnico, faz sinal que não, que ele não faça, isso, mas RENAN não quer nem saber e não volta para sua área. Falta menos de um minuto para o jogo acabar e ZÉ MÁRIO faz um gesto para o banco de reservas, sinalizando que vai substituir seu goleiro titular. Este finalmente percebe o erro que vai cometer e volta devagar para sua meta. A partida chega ao seu final e a carreira de RENAN no INTERNACIONAL também.
Convalescendo de doença, ainda morando em SANTA VITÓRIA, foi necessário vir várias vezes para PORTO ALEGRE. Num domingo, fui ao OLÍMPICO, junto com a CAIO, assistir a um GRÊMIO X CAXIAS. O técnico da equipe adversária era o TITE, que nem em sonho pensava em treinar algum dia a time da Carlos Barbosa. Ao final do primeiro tempo, um zero a zero, o meu companheiro de arquibancada diz: "Poti, se entrar o RONALDINHO, irmão do ASSIS, ganhamos o jogo". Dito e feito. Resultado final: GRÊMIO 2 X 0. Dois gols do futuro super-craque, que nessa época, ainda era um menino.
Algum tempo, novamente no estádio do GRÊMIO, mais um GRENAL. Desta feita, o INTER ostentando a volta de DUNGA. Nem deu para a saída. RONALDINHO estava endiabrado. E não foi um, mas foram dois "CHAPÉUS" que o "Capitão do Tetra", levou do jogador gremista, durante a partida. Cabe ressaltar que isso não desmerece em nada o atual treinador da seleção brasileira, um atleta e cidadão excepcional. Apenas são essas coisas que fazem a magia e o encanto do FUTEBOL.
E, para terminar, mais uma historinha que presenciei em mais um GRENAL. O INTER tinha um goleiro de nome RENAN, se não estou enganado. Alto, forte, que gostava de ir para a área adversária tentar o gol de cabeça. Passou todo o jogo fazendo gestos de provocação para RONALDINHO. Tipo "aqui, não", "aqui tu não faz gol", essas coisas. Lá pelo final da partida, faltando menos que 3 ou 4 minutos, 0 x 0, uma falta da entrada da área do time visitante. RONALDINHO pede para bater e, lógico, converte a falta em gol. A torcida gremista fica louca, a festa é total e RENAN perde completamente o controle e quer ir para a área do GRÊMIO tentar o cabeceio. ZÉ MÁRIO, seu técnico, faz sinal que não, que ele não faça, isso, mas RENAN não quer nem saber e não volta para sua área. Falta menos de um minuto para o jogo acabar e ZÉ MÁRIO faz um gesto para o banco de reservas, sinalizando que vai substituir seu goleiro titular. Este finalmente percebe o erro que vai cometer e volta devagar para sua meta. A partida chega ao seu final e a carreira de RENAN no INTERNACIONAL também.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
ESSA NÃO PODIA DEIXAR PASSAR...
Saiu na VEJA:
"Se tivesse um punhado de anos e algumas arrobas a menos, Nelson Jobim provavelmente teria aparecido na Amazônia fantasiado de Tarzan."
"Se tivesse um punhado de anos e algumas arrobas a menos, Nelson Jobim provavelmente teria aparecido na Amazônia fantasiado de Tarzan."
Augusto Nunes, jornalista, falando do ministro da Defesa, fotografado na selva de roupa militar camuflada afagando cobras e onças.
Sem comentários...
domingo, 28 de outubro de 2007
HOJE É FUTEBOL, MAS O SAMBA CONTINUA...
Depois de uma longa caminhada pela REDENÇÃO, junto com a CARLA, nesta bela manhã de domingo, sento no computador para agradecer os e-mails e comentários que venho recebendo. Em especial a CARMELINA, a ÂNGELA, o GIOVANI, os FRANCISCOS e o JOEL, pelas lembranças, dicas, toques e sugestões. Hoje, acatando uma sugestão do FRANCISCO, vou falar sobre FUTEBOL, do meu jeito, lembrando que os comentários sobre o SAMBA ainda vão continuar. Alô, GIOVANI, encerro essas postagens comentando os discos de SAMBA do LUÍS MELODIA e da MARIA RITA.
Muito bem, vamos lá, o jogo está começando. A paixão pelo FUTEBOL é fruto da influência de meu pai. Por essa razão sou GREMISTA. De quatro costados. Foi a herança que ele me deixou. Preciosa e cultivada ao longo dos anos com o maior carinho. Até hoje lembro da primeira vez em que pisei no ESTÁDIO OLÍMPICO. Foi na primeira metade dos anos 60. Era um domingo bonito como este. Fiquei deslumbrado. Quem me levou foi o "seu" PITIGUARA , avô do ZORRO CORRÊA, dileto primo, compositor e guitarrista.
Nessa ocasião, me foi dada a oportunidade de ver jogar o maior ídolo de minha infância. Ele, o grande centroavante, ALCINDO MARTHA DE FREITAS, que se comportou muito bem, fazendo três gols no Riograndense. Imaginem, um guri mal saído do berço, lá de SANTA VITÓRIA, que ficava mais longe do que hoje de Porto Alegre, poder ver o seu ídolo jogar e "acabar" com o jogo. Quando voltei contando dessa façanha, principalmente ao amigo NELSON LUIZ, parceiro de "gola a gol", fiquei me sentindo como um rei. Um ou dois anos depois, se não me falha a memória, ele acabou comigo, voltando de Montevidéu, aonde foi levado a assitir um jogo do SANTOS, com uma fotografia ao lado do PELÉ. Nem sei se ele ainda recorda disso e se guardou essa foto.
Alguns anos depois, em 1977, no GRÊMIO treinado por TELÊ SANTANA, voltei a ver o ALCINDO jogar. Foi a reconquista do campeonato gaúcho. Mais uma final em sua carreira, a derradeira. Um GRENAL. O velho ídolo estava lento, pesadão, tinha voltado do MÉXICO para encerrar a carreira no seu time de coração. Ainda sabia fazer a "parede" para quem vinha de trás poder chutar, como ninguém. Entrara no lugar do ANDRÉ CATIMBA que, após abrir o placar, saiu lesionado. Vitória tricolor. Outro 3 X 0. ALCINDO deixou o dele, de cabeça. Era a sua despedida. Estão aí, para confirmar este momento de glória, o CAIO, outro primo e amigo e o BECO, vindos comigo de Pelotas especialmente para esse jogo, acompanhados pelo ZORRO. É isso aí. O tempo de bola em jogo terminou. Foram 90 minutos de doces lembranças...
Na prorrogação, antes de voltar a sambar, ainda falo um pouco mais sobre FUTEBOL e o GRÊMIO, em especial. Até lá.
Muito bem, vamos lá, o jogo está começando. A paixão pelo FUTEBOL é fruto da influência de meu pai. Por essa razão sou GREMISTA. De quatro costados. Foi a herança que ele me deixou. Preciosa e cultivada ao longo dos anos com o maior carinho. Até hoje lembro da primeira vez em que pisei no ESTÁDIO OLÍMPICO. Foi na primeira metade dos anos 60. Era um domingo bonito como este. Fiquei deslumbrado. Quem me levou foi o "seu" PITIGUARA , avô do ZORRO CORRÊA, dileto primo, compositor e guitarrista.
Nessa ocasião, me foi dada a oportunidade de ver jogar o maior ídolo de minha infância. Ele, o grande centroavante, ALCINDO MARTHA DE FREITAS, que se comportou muito bem, fazendo três gols no Riograndense. Imaginem, um guri mal saído do berço, lá de SANTA VITÓRIA, que ficava mais longe do que hoje de Porto Alegre, poder ver o seu ídolo jogar e "acabar" com o jogo. Quando voltei contando dessa façanha, principalmente ao amigo NELSON LUIZ, parceiro de "gola a gol", fiquei me sentindo como um rei. Um ou dois anos depois, se não me falha a memória, ele acabou comigo, voltando de Montevidéu, aonde foi levado a assitir um jogo do SANTOS, com uma fotografia ao lado do PELÉ. Nem sei se ele ainda recorda disso e se guardou essa foto.
Alguns anos depois, em 1977, no GRÊMIO treinado por TELÊ SANTANA, voltei a ver o ALCINDO jogar. Foi a reconquista do campeonato gaúcho. Mais uma final em sua carreira, a derradeira. Um GRENAL. O velho ídolo estava lento, pesadão, tinha voltado do MÉXICO para encerrar a carreira no seu time de coração. Ainda sabia fazer a "parede" para quem vinha de trás poder chutar, como ninguém. Entrara no lugar do ANDRÉ CATIMBA que, após abrir o placar, saiu lesionado. Vitória tricolor. Outro 3 X 0. ALCINDO deixou o dele, de cabeça. Era a sua despedida. Estão aí, para confirmar este momento de glória, o CAIO, outro primo e amigo e o BECO, vindos comigo de Pelotas especialmente para esse jogo, acompanhados pelo ZORRO. É isso aí. O tempo de bola em jogo terminou. Foram 90 minutos de doces lembranças...
Na prorrogação, antes de voltar a sambar, ainda falo um pouco mais sobre FUTEBOL e o GRÊMIO, em especial. Até lá.
sábado, 27 de outubro de 2007
OS ERROS SÃO TODOS MEUS
Escrevo por instinto, impulso. A revisão é mínima. Peço desculpas por alguma vírgula fora do lugar, uma crase esquecida, esses erros mais comuns. São todos meus, como bem disse numa canção o nosso Ministro da Cultura. Noventa por cento do que está escrito é fruto da memória. A consulta é mínima, algum artigo ao alcance da mão, uma olhada numa capa de CD, essas coisas.
O mais importante é que tudo o que será lido foi fruto da paixão, essa paixão de ler muito, que nasce da minha rotina diária, de muitos e muitos anos. Ler, tudo o que posso e for do meu interesse. Na cama, na mesa, no banheiro, no sofá da casa, nos intervalos de qualquer atividade e, escutar música, muita música e refletir, muito, muito sobre essas e todas as coisas. O resultado está aí, neste blog. Os que, por ventura, estão acompanhando o que foi escrito, são os verdadeiros juízes. Para ser absolvido basta clicar pela segunda vez e ler uma nova postagem. Esse gesto, em verdade, não é uma absolvição, mas um prêmio do mais alto e inestimável valor.
Muito obrigado.
O mais importante é que tudo o que será lido foi fruto da paixão, essa paixão de ler muito, que nasce da minha rotina diária, de muitos e muitos anos. Ler, tudo o que posso e for do meu interesse. Na cama, na mesa, no banheiro, no sofá da casa, nos intervalos de qualquer atividade e, escutar música, muita música e refletir, muito, muito sobre essas e todas as coisas. O resultado está aí, neste blog. Os que, por ventura, estão acompanhando o que foi escrito, são os verdadeiros juízes. Para ser absolvido basta clicar pela segunda vez e ler uma nova postagem. Esse gesto, em verdade, não é uma absolvição, mas um prêmio do mais alto e inestimável valor.
Muito obrigado.
OLHA O SAMBA AÍ DE NOVO, MINHA GENTE!
Ontem , quando me referi ao pessoal que sempre batalhou pelo SAMBA, esqueci de citar BETH CARVALHO, MARTINHO DA VILA e, em menos intensidade, devido ao seu falecimento, CLARA NUNES. Seus discos sempre venderam bem e BETH CARVALHO, por exemplo , está comemorando 40 anos de SAMBA, com um show que passará inclusive aqui por Porto Alegre. Também não posso deixar de citar ZECA PAGODINHO, um dos maiores vendedores de CDs no Brasil e JORGE ARAGÃO, com inestimável serviços prestados ao nosso ritmo maior.
Pronto, já citei os esquecidos e os que estão nas paradas, agora volto para os sambistas clássicos, para o SAMBA DE RAIZ, na realidade, a verdadeira fonte de criação em que bebem todos aqueles que curtem essa extraordinária música brasileira.
Começo por CLEMENTINA DE JESUS, cuja importância ainda não foi devidamente reconhecida, pelo menos que eu saiba. Sua maravilhosa voz, negra, áspera, autêntica, ressoando jongos, lundus, cantos religiosos, sambas de roda é poderosa, inebriante. Tenho quatro ótimos discos dessa dama sem preconceitos de nenhuma espécie. Experimentem ouvir, por exemplo, sua intrepretação para "Incompatiblidade de Gênios", de JOÃO BOSCO e ALDIR BLANC, e "Marinheiro Só", de CAETANO VELOSO. Ficaram perfeitas, a altura de seus criadores e com aquele algo mais que vêm lá de longe, muito longe, de nossos ancestrais, da África. Outra dama do SAMBA que é impossivel não citar, chama-se D. IVONE LARA. Seu disco BODAS DE OURO está repleto de sucessos e convidados. Até, hoje, em qualquer RODA DE SAMBA, todos os presentes sabem , de cor a letra de "Sonho Meu".
E, encerrando esta postagem, não posso deixar de me referir a CRISTINA BUARQUE DE HOLANDA. É, aquela mesmo, irmã do CHICO. Longe da sombra do irmão mais famoso, CRISTINA baseou toda a sua carreira, belíssima, por sinal, no SAMBA, no mais puro e autêntico SAMBA. Recentemente assisti a um espetáculo seu, primoroso, todo ele calcado em NOEL ROSA. Miúda, tímida, no palco se transforma e logo, logo, está com toda a platéia na mão. Questão de talento e repertório. Neste momento em que encerro estas mal traçadas, fruto do entusiasmo, estou escutando seu último disco, CRISTINA BUARQUE E TERREIRO GRANDE AO VIVO. Uma espécie de biografia musical, o CD é uma passada pela carreira desta cantora sensível e de muito bom gosto. Entre as várias pérolas presentes no disco está seu maior sucesso: "Quantas Lágrimas". Vá correndo comprar. Vale a pena. Tchau.
Pronto, já citei os esquecidos e os que estão nas paradas, agora volto para os sambistas clássicos, para o SAMBA DE RAIZ, na realidade, a verdadeira fonte de criação em que bebem todos aqueles que curtem essa extraordinária música brasileira.
Começo por CLEMENTINA DE JESUS, cuja importância ainda não foi devidamente reconhecida, pelo menos que eu saiba. Sua maravilhosa voz, negra, áspera, autêntica, ressoando jongos, lundus, cantos religiosos, sambas de roda é poderosa, inebriante. Tenho quatro ótimos discos dessa dama sem preconceitos de nenhuma espécie. Experimentem ouvir, por exemplo, sua intrepretação para "Incompatiblidade de Gênios", de JOÃO BOSCO e ALDIR BLANC, e "Marinheiro Só", de CAETANO VELOSO. Ficaram perfeitas, a altura de seus criadores e com aquele algo mais que vêm lá de longe, muito longe, de nossos ancestrais, da África. Outra dama do SAMBA que é impossivel não citar, chama-se D. IVONE LARA. Seu disco BODAS DE OURO está repleto de sucessos e convidados. Até, hoje, em qualquer RODA DE SAMBA, todos os presentes sabem , de cor a letra de "Sonho Meu".
E, encerrando esta postagem, não posso deixar de me referir a CRISTINA BUARQUE DE HOLANDA. É, aquela mesmo, irmã do CHICO. Longe da sombra do irmão mais famoso, CRISTINA baseou toda a sua carreira, belíssima, por sinal, no SAMBA, no mais puro e autêntico SAMBA. Recentemente assisti a um espetáculo seu, primoroso, todo ele calcado em NOEL ROSA. Miúda, tímida, no palco se transforma e logo, logo, está com toda a platéia na mão. Questão de talento e repertório. Neste momento em que encerro estas mal traçadas, fruto do entusiasmo, estou escutando seu último disco, CRISTINA BUARQUE E TERREIRO GRANDE AO VIVO. Uma espécie de biografia musical, o CD é uma passada pela carreira desta cantora sensível e de muito bom gosto. Entre as várias pérolas presentes no disco está seu maior sucesso: "Quantas Lágrimas". Vá correndo comprar. Vale a pena. Tchau.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O SAMBA ESTÁ DE VOLTA. ÔBA!!!!!!!
É isso aí, finalmente o mais autêntico ritmo brasileiro é redescoberto e está de volta, renovado e cada vez mais criativo. Confesso, com a maior honestidade, que nunca fui muito fundo na busca por maior conhecimento relativo ao SAMBA, aquele autêntico, nascido nas comunidades negras da Bahia do Rio de Janeiro. Como nunca tive muita grana disponível para comprar discos, lembro com muito esforço de ter comprado uma fita do CARLOS CACHAÇA, junto com outra do Walter Franco lá pela metade dos anos 70. É claro que já conhecia o grande CARTOLA, seu primeiro disco lançado pela gravadora MARCUS PEREIRA até hoje é um dos meus preferidos. Sempre respeitei o gênio de PIXINGUINHA e , é claro, PAULINHO DA VIOLA e JOÃO NOGUEIRA. Acredito que era um sintoma desse tempo, afinal era mais fácil encontrar um disco do Chico, do Caetano e do Gil, da MPB em geral, do que qualquer disco de SAMBA. Afinal, os sambistas autênticos não gravavam por que não vendiam, ou não vendiam por que não gravavam, fica a dúvida. Portanto o SAMBA para mim se resumia ao citado ou o que era gravado pelos astros de MPB, com destaque para a parceria JOÃO BOSCO e ALDIR BLANC.
Há alguns anos, ainda de maneira tímida, começaram a surgir, agora já em CD, material de altíssima qualidade, na maior parte das vezes, relançamentos de discos de sambistas de respeito que em sua versão em vinil haviam ficado no ostracismo. Eu mesmo, comprei dois ótimos CDs, do NELSON SARGENTO (Sonho de um Sambista) e do MONARCO. Como tenho lido tudo o que posso sobre esta nova febre pelo SAMBA, e ainda não vi ninguém se manifestar a respeito, acho que deve ser dado o devido crédito a MARISA MONTE, que pesquisou, gravou e chamou a atenção para uma turma injustiçada, os grandes sambistas do passado, ligados as ESCOLAS DE SAMBA. É claro que essa explosão já estava em gestação; que o pessoal da velha guarda de várias escolas já havia gravado seus discos, mas considero o marco inicial para nosso bom e velho SAMBA voltar às paradas o CD da VELHA GUARDA DA PORTELA, TUDO AZUL. Produzido por MARISA, é um ótimo disco, bem gravado e com um repertório extraordinário. Este, na minha modesta opinião, o pontapé inicial para o SAMBA mandar para as cucuias, o pagode (que nunca foi PAGODE), o axé e a música (pseudo) sertaneja que há muitos anos vinham torturando nossos ouvidos.
Pois bem e ao som de TERESA CRISTINA cantando PAULINHO DA VIOLA, me despeço de vocês. Na próxima postagem volto com o assunto relativo ao SAMBA, por enquanto fiquem com ...
Há alguns anos, ainda de maneira tímida, começaram a surgir, agora já em CD, material de altíssima qualidade, na maior parte das vezes, relançamentos de discos de sambistas de respeito que em sua versão em vinil haviam ficado no ostracismo. Eu mesmo, comprei dois ótimos CDs, do NELSON SARGENTO (Sonho de um Sambista) e do MONARCO. Como tenho lido tudo o que posso sobre esta nova febre pelo SAMBA, e ainda não vi ninguém se manifestar a respeito, acho que deve ser dado o devido crédito a MARISA MONTE, que pesquisou, gravou e chamou a atenção para uma turma injustiçada, os grandes sambistas do passado, ligados as ESCOLAS DE SAMBA. É claro que essa explosão já estava em gestação; que o pessoal da velha guarda de várias escolas já havia gravado seus discos, mas considero o marco inicial para nosso bom e velho SAMBA voltar às paradas o CD da VELHA GUARDA DA PORTELA, TUDO AZUL. Produzido por MARISA, é um ótimo disco, bem gravado e com um repertório extraordinário. Este, na minha modesta opinião, o pontapé inicial para o SAMBA mandar para as cucuias, o pagode (que nunca foi PAGODE), o axé e a música (pseudo) sertaneja que há muitos anos vinham torturando nossos ouvidos.
Pois bem e ao som de TERESA CRISTINA cantando PAULINHO DA VIOLA, me despeço de vocês. Na próxima postagem volto com o assunto relativo ao SAMBA, por enquanto fiquem com ...
Se um dia,
meu coração for consultado
para saber se andou errado,
será difícil negar...
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