Elegante, discreto, sóbrio, genial. Todos esses adjetivos podem ser atribuídos a um grande músico. Estou falando de PAULINHO DA VIOLA e também de seu mais novo disco, o "ACÚSTICO MTV". Um maravilhoso CD, para "ser navegado", como diz a faixa de abertura, e ser levado por mares e oceanos repletos de "ondas" da melhor música. O formato acústico, já um pouco desgastado, serviu como uma luva na música do cantor e compositor carioca. Talvez por ele sempre ter feito uma música elaborada dentro dos inúmeras possibilidades do Samba, mas de andamento simples e sempre acompanhada de instrumentação básica, ou seja, cavaco, violão, tamborim, pandeiro, surdo e uma discreta seção de cordas.
São 15 músicas sábiamente escolhidas dentro do seu imenso repertório, cada uma melhor do que a outra, com vários destaques. São elas: a de abertura, TIMONEIRO, CORAÇÃO LEVIANO, PECADO CAPITAL, e a maravilhosa seqüência com duas músicas que adoro, TUDO SE TRANSFORMOU e SINAL FECHADO. TUDO SE TRANSFORMOU lembrou-me duma das mais belas cenas que já vi no cinema brasileiro: ANECY ROCHA (irmã do GLAUBER), cantando nua numa piscina esta bela música de PAULINHO. O filme a que me refiro é AMULETO DE OGUM , de NÉLSON PEREIRA DOS SANTOS . A qualidade continua em alta com maior destaque para a duas músicas que concluem o CD, NERVOS DE AÇO, do nosso LUPISCÍNIO RODRIGUES e EU CANTO SAMBA, além da inédita TALISMÃ. Esta uma parceria com MARISA MONTE e CARLINHOS BROWN. Não tem muito mais o que falar.
Se você, que por ventura me lê e gosta de música, pode comprar sem susto, ou ofertá-lo a uma pessoa querida, sempre será um belo presente. E , neste momento em que existe uma redescoberta do nosso SAMBA (falo sobre esses assunto em uma próxima postagem), um novo disco de PAULINHO DA VIOLA, deve ser saudado e escutado com o máximo entusiasmo. Afinal, nessa área, ele sempre foi "o cara"!
terça-feira, 23 de outubro de 2007
TROPICÁLIA - UMA REVOLUÇÃO NA CULTURA BRASILEIRA
Na sequência de minha postagem anterior, que versava sobre "objetos do desejo", falei no livro TROPICÁLIA, UMA REVOLUÇÃO NA CULTURA BRASILEIRA, que faz parte de um projeto maior, uma exposição internacional, que foi montada pelo Museu de Artes Contemporâneas de Chicago, com a curadoria de Carlos Bassualdo. Na verdade, este livro é o catálogo da exposição e envolve, entre 1967 e 1972, artes plásticas, música, cinema, arquitetura, teatro, design gráfico e moda. Contando com o patrocínio da Petrobrás e editado pela Cosac Naify, transcrevo a seguir a razão de este ser um dos meus "objetos do desejo":
"Com uma seleção de textos históricos, imagens e ensaios de reflexão sobre o período, traz contribuições de especialistas nas diversas áreas da cultura brasileira, produzidas especialmente para o volume. Entre outros, podem ser lidos ensaios de Ivana Bentes, Celso Favaretto, Flora Süssekind, Christopher Dunn e Hermano Vianna, além do texto introdutório do curador Carlos Basualdo. A seleção de textos históricos compreende desde textos e manifestos que, embora escritos anteriormente ao período compreendido, compartilham com o Tropicalismo o espírito crítico em relação à cultura brasileira, como o "Manifesto antropofágico", de Oswald de Andrade, "Vivência do Morro do Quieto", de Hélio Oiticica, e "Cultura e não cultura", de Lina Bo Bardi, até a seção que foi chamada, no livro, "Vozes da Tropicália", com os textos fundadores ou mais diretamente ligados ao movimento, como "O Rei da Vela: Manifesto do Oficina", de José Celso Martinez Corrêa, "A cruzada tropicalista", de Nelson Motta e "Tropicália", de Hélio Oiticica, entre outros. A última parte desta seleção traz textos que interpretam ou fazem um balanço do tropicalismo, alguns mais aderentes, outros mais críticos, porém que ainda guardam o calor do momento, como é o caso de "A explosão de Alegria, alegria", de Augusto de Campos, "Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma", de Glauber Rocha, "Cultura e política", de Roberto Schwartz e "Que pensa você do teatro brasileiro", de Augusto Boal. A obra inclui uma cronologia do movimento, estabelecida por Basualdo."
É ou não é um "prato cheio", para quem está interessado em conhecer um pouco mais a respeito deste importante movimento que tanto influenciou a Cultura brasileira de 1967 até hoje? No meu caso particular, colecionador de discos que fizeram parte deste momento histórico, então nem se fala. Mas, infelizmente, como inúmeras coisas "neste país", o preço de TROPICÁLIA, UMA REVOLUÇÃO BRASILEIRA é proibitivo, praticamente inacessível, apesar do patrocínio da Petrobrás. Mesmo assim, "não tá morto quem peleia", um dia, quem sabe, eu chego lá. Por enquanto, vou visitar um amigo fraterno que possui esse livro e acho que ele vai me deixar dar uma "voltinha" no seu exemplar. Depois eu conto. Tchau.
"Com uma seleção de textos históricos, imagens e ensaios de reflexão sobre o período, traz contribuições de especialistas nas diversas áreas da cultura brasileira, produzidas especialmente para o volume. Entre outros, podem ser lidos ensaios de Ivana Bentes, Celso Favaretto, Flora Süssekind, Christopher Dunn e Hermano Vianna, além do texto introdutório do curador Carlos Basualdo. A seleção de textos históricos compreende desde textos e manifestos que, embora escritos anteriormente ao período compreendido, compartilham com o Tropicalismo o espírito crítico em relação à cultura brasileira, como o "Manifesto antropofágico", de Oswald de Andrade, "Vivência do Morro do Quieto", de Hélio Oiticica, e "Cultura e não cultura", de Lina Bo Bardi, até a seção que foi chamada, no livro, "Vozes da Tropicália", com os textos fundadores ou mais diretamente ligados ao movimento, como "O Rei da Vela: Manifesto do Oficina", de José Celso Martinez Corrêa, "A cruzada tropicalista", de Nelson Motta e "Tropicália", de Hélio Oiticica, entre outros. A última parte desta seleção traz textos que interpretam ou fazem um balanço do tropicalismo, alguns mais aderentes, outros mais críticos, porém que ainda guardam o calor do momento, como é o caso de "A explosão de Alegria, alegria", de Augusto de Campos, "Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma", de Glauber Rocha, "Cultura e política", de Roberto Schwartz e "Que pensa você do teatro brasileiro", de Augusto Boal. A obra inclui uma cronologia do movimento, estabelecida por Basualdo."
É ou não é um "prato cheio", para quem está interessado em conhecer um pouco mais a respeito deste importante movimento que tanto influenciou a Cultura brasileira de 1967 até hoje? No meu caso particular, colecionador de discos que fizeram parte deste momento histórico, então nem se fala. Mas, infelizmente, como inúmeras coisas "neste país", o preço de TROPICÁLIA, UMA REVOLUÇÃO BRASILEIRA é proibitivo, praticamente inacessível, apesar do patrocínio da Petrobrás. Mesmo assim, "não tá morto quem peleia", um dia, quem sabe, eu chego lá. Por enquanto, vou visitar um amigo fraterno que possui esse livro e acho que ele vai me deixar dar uma "voltinha" no seu exemplar. Depois eu conto. Tchau.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
SONHO DE CONSUMO
Pois é, todo mundo tem os seus, eu também tenho os meus. E, por incrível que pareça, são todos livros. Sem esnobismo, nem pretensão, no fim-de-semana estava refletindo sobre os meus desejos mais imediatos e para minha própria surpresa, como já disse, eram todos livros. V"ou citar apenas dois. Um, já estou quase comprando, e o outro, certamente o melhor, está além das minhas posses.
O que já está quase no papo é "1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER", de Robert Dimery, ex-editor da revista norte-americana ROLLING STONE. Em síntese, este livro é a apresentação de uma seleção que 90 jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos fizeram dos álbuns mais inesquecíveis de todos os tempos. Abrangendo desde as origens do rock'n'roll até nos anos 50 aos mais recentes sucessos. É um passeio pelo jazz, blues, punk, disco, música experimental, world musica e tantos outros estilos musicais, além do rocke do pop, é claro. "1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER" é ilustrado com mais de 900 imagens de álbuns, cantores e bandas. Certamente deve ser uma delícia visual. Depois de ler (e espiar) eu conto.
Em relação ao "meu objeto de desejo quase impossível de adquirir" , falo amanhã . Tchau
O que já está quase no papo é "1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER", de Robert Dimery, ex-editor da revista norte-americana ROLLING STONE. Em síntese, este livro é a apresentação de uma seleção que 90 jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos fizeram dos álbuns mais inesquecíveis de todos os tempos. Abrangendo desde as origens do rock'n'roll até nos anos 50 aos mais recentes sucessos. É um passeio pelo jazz, blues, punk, disco, música experimental, world musica e tantos outros estilos musicais, além do rocke do pop, é claro. "1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER" é ilustrado com mais de 900 imagens de álbuns, cantores e bandas. Certamente deve ser uma delícia visual. Depois de ler (e espiar) eu conto.
Em relação ao "meu objeto de desejo quase impossível de adquirir" , falo amanhã . Tchau
TOQUE
"Liberdade? Liberdade é a liberdade do outro. A liberdade do outro eleva a minha ao infinito!"
ROSA LUXEMBURGO
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
ALVIN LEE
Na sequência do comentário anterior, chegamos a ALVIN LEE, extraordinário guitarrista, nascido em Nottingham, Inglaterra, em 1944. Também ele um veterano, brilhou com a banda TEN YEARS AFTER, que liderou de 1969 até 1974. Seu ponto máximo de sucesso foi alcançado durante a lendária apresentação dele e seu grupo no FESTIVAL DE WOODSTOCK.
A partir de 1974, partiu para uma carreira solo, lançando inúmeros albúns, sempre repletos de belíssimos BLUES, sua principal fonte de inspiração, colhida nos velhos vinis de MUDDY WATERS e HOWLIN' WOLF, escutados sem parar durante a sua juventude na úmida e cinzenta terra natal. Mesmo assim nunca deixou de nos brindar com vários rocks, que serviram para demonstrar o quão era e ainda é, virtuoso e veloz, tocando sua Fender.
Agora, em 2007, ALVIN LEE está de volta. Com a sua velha fender na capa, repleta de símbolos e signos, podemos nos deliciar com SAGUITAR, lançado em setembro deste ano. Sem surpresas, mas, como sempre, brilhantemente executado, é um disco a ser sorvido aos poucos, com carinho e atenção. Não destaco nenhuma faixa. Todas tem o seu segredo, um toque sutil, um solo rasgado e acima de tudo uma gravação limpa, gostosa de escutar. Confira, você não vai se arrepender. Um disco para os antigos fãs e para quem quer se arriscar e sair do mainstream.
P.S. Recomendo também mais duas preciosidades, de ALVIN LEE: THE ANTHOLOGY, dois CDs lançados em 2001 e também PLATINUM, uma nova seleção do CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL.
A partir de 1974, partiu para uma carreira solo, lançando inúmeros albúns, sempre repletos de belíssimos BLUES, sua principal fonte de inspiração, colhida nos velhos vinis de MUDDY WATERS e HOWLIN' WOLF, escutados sem parar durante a sua juventude na úmida e cinzenta terra natal. Mesmo assim nunca deixou de nos brindar com vários rocks, que serviram para demonstrar o quão era e ainda é, virtuoso e veloz, tocando sua Fender.
Agora, em 2007, ALVIN LEE está de volta. Com a sua velha fender na capa, repleta de símbolos e signos, podemos nos deliciar com SAGUITAR, lançado em setembro deste ano. Sem surpresas, mas, como sempre, brilhantemente executado, é um disco a ser sorvido aos poucos, com carinho e atenção. Não destaco nenhuma faixa. Todas tem o seu segredo, um toque sutil, um solo rasgado e acima de tudo uma gravação limpa, gostosa de escutar. Confira, você não vai se arrepender. Um disco para os antigos fãs e para quem quer se arriscar e sair do mainstream.
P.S. Recomendo também mais duas preciosidades, de ALVIN LEE: THE ANTHOLOGY, dois CDs lançados em 2001 e também PLATINUM, uma nova seleção do CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL.
JOHN FOGERTY & ALVIN LEE
Pois é, dois veteranos do bom e velho ROCK AND ROLL estão de volta. Estou me referindo a duas lendas da guitarra: JOHN FOGERTY e ALVIN LEE.
Brilhante guitarrista compositor, JOHN CAMERON FOGERTY, iniciou suas andanças pelo mundo da música lá em 1959. Portanto, já com bastante estrada e na companhia do seu irmão TOM FOGERTY, criou e liderou a banda CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL, emplacando seu primeiro sucesso SUZIE Q. em 1969. Por essas coisas da vida, algum tempo depois caiu fora e seguiu uma profícua carreira solo que venho acompanhando com prazer.
Agora em 2007, ele está de volta com um discaço, chamado REVIVAL, uma alusão a sua ex-banda, que escutei hoje bem cedo, pela manhã, em minha caminhada diária. Fiel as suas origens, REVIVAL é um disco repleto de rocks e baladas com aquela "pegada" básica, country, branquela, saborosa de escutar. Extremamente bem gravado, parece que voltamos aos anos 70. A voz de JOHN FOGERTY continua a mesma e sua guitarra ganhou un peso extra. Não deixe de conferir.
Na próxima postagem, ALVIN LEE.
Brilhante guitarrista compositor, JOHN CAMERON FOGERTY, iniciou suas andanças pelo mundo da música lá em 1959. Portanto, já com bastante estrada e na companhia do seu irmão TOM FOGERTY, criou e liderou a banda CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL, emplacando seu primeiro sucesso SUZIE Q. em 1969. Por essas coisas da vida, algum tempo depois caiu fora e seguiu uma profícua carreira solo que venho acompanhando com prazer.
Agora em 2007, ele está de volta com um discaço, chamado REVIVAL, uma alusão a sua ex-banda, que escutei hoje bem cedo, pela manhã, em minha caminhada diária. Fiel as suas origens, REVIVAL é um disco repleto de rocks e baladas com aquela "pegada" básica, country, branquela, saborosa de escutar. Extremamente bem gravado, parece que voltamos aos anos 70. A voz de JOHN FOGERTY continua a mesma e sua guitarra ganhou un peso extra. Não deixe de conferir.
Na próxima postagem, ALVIN LEE.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
DIFICULDADE
Necessito uma "pequena ajuda dos meus amigos". É possível?
Estou encontrando dificuldade para manter uma linha em branco entre um parágrafo e outro.
Mesmo editando a postagem o problema persiste.
Alguém sabe como resolvo esse problema?
Desde já estou agradecido
Estou encontrando dificuldade para manter uma linha em branco entre um parágrafo e outro.
Mesmo editando a postagem o problema persiste.
Alguém sabe como resolvo esse problema?
Desde já estou agradecido
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